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Terapia da Fala é a área da saúde responsável pela prevenção, avaliação, diagnóstico, tratamento e estudo científico da comunicação humana e problemas relacionados, incluindo todos os processos associados à compreensão e produção da linguagem oral e escrita, assim como formas de comunicação não verbal. Engloba ainda a prevenção, avaliação e tratamento da deglutição. Esta especialidade destina-se a indivíduos de todas as idades, desde a neonatologia à geriatria.

Existem diversas áreas na Terapia da Fala das quais destacamos:

Comunicação Profissional – Num mercado cada vez mais exigente, competitivo e repleto de profissionais competentes e clientes exigentes, a diferenciação poderá estar na clareza com que as ideias são transmitidas, associada à credibilidade e profissionalismo. Visa-se o aperfeiçoamento das competências comunicativas com vista a uma comunicação mais eficaz, quer dentro da própria empresa como nas suas comunicações para o exterior.

Voz Profissional – A voz humana é um veículo comunicativo de excelência. Quando utilizada profissionalmente é intencional, está associada a padrões de estética, deve transmitir credibilidade e ter a resistência suficiente para as funções que desempenha.

Geriatria – A evolução natural da população e a tendência para o seu envelhecimento leva ao aumento do número de indivíduos com doenças incapacitantes. Verifica-se ainda um envelhecimento saudável, com mudanças funcionais graduais e que possibilitam a adaptação a um novo ritmo e mantendo qualidade de vida.  Neste sentido, o TF pode intervir em idosos com ou sem patologia, visando a sua adequação, adaptação, reabilitação ou manutenção das capacidades linguísticas e de deglutição.

Esta valência encontra-se disponível em todas as unidades Arte & Fala e em domicílios no distrito de Lisboa, Setúbal, Santarém e Porto. A Terapia da Fala tem actualmente desempenhado um importante papel relativamente à comunicação de líderes, políticos, gestores, cantores, actores, professores, educadores, operadores de telemarketing, e demais cargos com elevada exigência a nível da comunicação.

 

Qual o papel do Terapeuta da Fala?

O Terapeuta da Fala trabalha todas as áreas relacionadas com a comunicação humana em todos os seus contextos. É o profissional de saúde responsável pela prevenção, avaliação, tratamento e estudo científico da comunicação e perturbações relacionadas. Falamos dos processos associados à compreensão e produção da linguagem oral e escrita, e da comunicação não verbal.

As perturbações reportam-se à fala e à linguagem, ao funcionamento auditivo, visual, cognitivo, muscular oral, respiratório, vocal e à deglutição.

 

Exercícios para Terapeutas da Fala

A intervenção eficaz do Terapeuta da Fala depende muito de instrumentos de intervenção adaptados e eficazes, que sejam desenvolvidos especificamente para cada dificuldade mas que simultaneamente atraiam a atenção do público-alvo.
Há escassez de instrumentos com este fim, e aqueles que existem nem sempre preenchem os requisitos necessários para a prática fiável da profissão e/ou não são adaptados à população portuguesa.
Para colmatar esta lacuna, uma equipa de cinco Terapeutas da Fala da Arte & Fala está a trabalhar afincadamente com a finalidade de criar material específico para intervir junto da nossa população.

 

Os profissionais que prestam este serviço são: Catarina Olim, Ana Paiva, Diana Lança, Maria Fronteira, Mariana Laranjeira, Rita Santos, Tiago Grave.

 

Brevemente teremos mais novidades!

 

Perguntas Frequentes

Competências Esperadas dos 2 aos 6 anos

 

Em primeiro lugar, é importante saber a idade da criança de que estamos a falar, isto porque a aprendizagem dos sons da linguagem é gradual e surgem com o desenvolvimento. O som /r/ é dos últimos sons a surgir nas crianças, pelo que, se se tratar de uma criança até aos 4 ou 5 anos, é aceitável que o som ainda não esteja assimilado. Daí para a frente, se esta troca permanecer deve consultar um terapeuta da fala para verificar se é necessária intervenção a esse nível ou não.

Aos dois anos já existem um conjunto de competências que a criança deveria ter adquirido (consultar artigo sobre as competências de comunicação entre os 2 e os 6 anos de idade, neste link http://www.maemequer.pt/desenvolvimento-infantil/crescer/desenvolvimento/quais-as-competencias-de-comunicacao-esperadas-desde-os-2-aos-6-anos-de-idade). No caso de a criança não produzir som algum, mesmo que não sejam “palavras” deve consultar um otorrinolaringologista para verificar a sua audição. Após obter o resultado dos exames, sugerimos que consulte um terapeuta da fala para avaliar a criança e indicar intervenção, se for necessário.

O falar é bom sinal mas se não compreende o que ela lhe diz, estamos perante um problema de inteligibilidade, ou seja, a criança recorre à fala para transmitir uma mensagem que tem um conteúdo e, possivelmente, uma forma, mas não articula claramente os sons que a constituem. Nestes casos e, mais uma vez consoante a idade da criança e as competências que correspondem à sua faixa etária (consultar artigo sobre as competências esperadas no desenvolvimento da linguagem entre os 2 e os 6 anos de idade http://www.maemequer.pt/desenvolvimento-infantil/crescer/desenvolvimento/ quais-as-competencias-de-comunicacao-esperadas-desde-os-2-aos-6-anos-de-idade), deve consultar um terapeuta da fala. Em caso de intervenção, o terapeuta irá fornecer à criança o modelo correcto do som e explicará como deve fazer para o produzir.

Aparentemente, a sua rouquidão terá origem no facto de esforçar e abusar da sua voz com frequência. Assim, o primeiro passo que deve fazer é evitar ao máximo esse abuso tentando falar menos e usando o seu tom normal. Isto porque, ao falar alto e muito está a esforçar as suas cordas vocais o que, consequentemente, leva a que fique rouca.

Se a rouquidão for progressiva e/ou persistente por mais de 2 semanas consulte o seu médico Otorrinolaringologista, para fazer um despiste de outras causas que não o esforço/abuso vocal.


Se por frases correctas entende as que se formam por “Sujeito-Verbo-Objecto (SVO)” (por exemplo: Sofia come pão), as crianças adquirem essa competência entre os 2 e os 3 anos. As frases serão simples e talvez com erros de concordância e de género mas a estrutura gramatical será correcta se for SVO (por exemplo: Sofia come pãos).Quanto a frases correctas a todos os níveis gramaticais, essas surgiram por volta dos 4 ou 5 anos em que os plurais, preposições, complementos directos e indirectos, entre outros, são usados pela criança.

A disfluência fisiológica, conhecida como gaguez, é comum até aos 5 anos de idade e tende a desaparecer com o desenvolvimento da criança. Tal acontece por consequência do processo de aprendizagem que a criança está a passar, isto é, o seu pensamento poderá ser mais rápido que a capacidade de produzir as palavras que quer transmitir. Quando tal acontecer, deve deixar a criança terminar a acção sozinha, pois completar a palavra por ela ou corrigi-la poderá ter o efeito contrário ao que pretende. Dê tempo para que organize o seu pensamento e termine a palavra. Caso verifique que a situação se prolongou e não é passageira consulte um terapeuta da fala para esclarecer as suas dúvidas.

O uso da chucha pode prejudicar a fala das crianças. É necessário estar atento quanto aos problemas que o uso tardio da chucha podem causar. Vários estudos comprovam a influência negativa da chucha na dentição e o favorecimento da incidência de bactérias. Mas o problema poderá ir mais além, pois ao comprometer a dentição consequentemente prejudicará a fala da criança. É necessário que a criança tenha uma estrutura bocal “normal”, ou seja, os dentes bem encaixados, para uma correcta articulação dos fonemas. As chuchas também podem contribuir para que o bebé se acostume a respirar pela boca, alterando assim a produção dos sons.

Primeiro, é importante distinguir a gaguez da disfluência. A gaguez é a repetição involuntária, prolongamento ou bloqueio que interrompe o fluxo normal da fala. Já a disfluência, é um problema normal de linguagem que consiste em fazer pausas, repetir palavras/sons, seja no início da frase ou no fim, por a criança estar a pensar como a deve terminar. Surge sobretudo entre os 2 e os 5 anos de idade (anos de desenvolvimento rápido da linguagem), porém a maioria das crianças que tiveram este problema não vieram a desenvolver gaguez

A gaguez pode ter origem em diversos factores (físicos e emocionais, por exemplo) ou directamente ligados a diferentes contextos, como a escola e a família. No que se refere à hereditariedade, segundo os estudos realizados não é tanto a gaguez que é hereditária, mas antes os padrões particulares do desenvolvimento da linguagem. Se verificar que o seu filho se enquadra num deste aspectos e deseja ajudá-lo a ultrapassar essa dificuldade deve consultar um terapeuta da fala.


Perante a situação descrita, existem duas hipóteses para essa “confusão” entre aquelas letras: dislexia ou perturbação do processamento auditivo. A primeira consiste numa dificuldade de aprendizagem específica, cujos sintomas facilmente se confundem com outras patologias.

A Perturbação do Processamento Auditivo (PPA) é, por sua vez, uma disfunção auditiva que impede a capacidade de reconhecer e interpretar os sons, tendo como consequência problemas ao nível da linguagem e da aprendizagem.
Por vezes, trocar as letras na escrita e ter dificuldades na compreensão dos textos são sintomas comuns entre estas duas patologias.
Neste caso, a semelhança fonológica (som) e ortográfica (escrita) das letras é grande o que pode trazer confusão à criança a esses dois níveis. Para fazer o despiste consulte um terapeuta da fala.


No caso das crianças gémeas, a aquisição e o desenvolvimento da linguagem pode ocorrer normalmente, porém o inverso também pode acontecer. Os factores que criam essa situação, poderão ter origem biológica (prematuridade, baixo peso etc.) ou ser de aspectos interaccionais (grande cumplicidade entre os gémeos com criação de códigos próprios, atenção partilhada com a mãe, competição durante o processo de comunicação, dificuldade no estabelecimento de uma identidade própria ou tempo de estimulação menor). Estas situações, por vezes, dão lugar aquilo que muitos dominam de “linguagem secreta” entre os gémeos, que apenas eles compreendem. Esta define-se numa forma de comunicação própria, que se manifesta através de códigos verbais ou não verbais. Caso esta situação esteja a perturbar que os seus filhos aprendam a “linguagem normal” após os 2 anos, consulte um terapeuta da fala.

Nos dias de hoje, as crianças apresentam mais dificuldades nas transições alimentares, estando associados hábitos orais tardios, alterações de integração sensorial oral, que aumentam essas dificuldades. Estas aparecem muitas vezes pela introdução tardia da variação alimentar ao nível da consistência, textura e sabor.

Como resposta às dificuldades apresentadas na introdução de texturas menos pastosas e com consistências mistas, a criança poderá apresentar alguns destes comportamentos: náusea ao olhar para os alimentos, reflexo do vómito exagerado, cuspir o alimento, engasgos, manter o alimento na boca guardando-o na bochecha, entre outros. É de salientar que muitos destes comportamentos, tanto ao nível do desenvolvimento sensorial global como oral, nalgumas crianças são devidos a já apresentarem de alguma forma, uma maior predisposição para estas dificuldades.
Os cuidadores da criança deverão persistir nessa transição da consistência alimentar no seu tempo adequado, sem frustrar a criança mas evitando que esta adquire “cisma” àquele tipo de alimentos. Caso as suas dúvidas persistam ou necessite de uma avaliação mais aprofundada, consulte um terapeuta da fala.